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sábado, julho 01, 2017

Secretaria de Saúde promove curso de Introdução ao Estudo de Plantas Medicinais

Secretaria de Saúde promove curso de
Introdução ao Estudo de Plantas Medicinais
Capacitação para agentes comunitários de saúde é uma etapa da implantação da Farmácia Viva, que vai introduzir os fitoterápicos na rede municipal

O curso de Introdução ao Estudo de Plantas Medicinais, voltado para os Agentes Comunitários de Saúde, tem como objetivo introduzir o tratamento fitoterápico por meio das Unidades Básicas de Saúde e de Saúde da Família de Volta Redonda na Rede Municipal. A capacitação é uma das etapas para a implantação do Projeto de Arranjo Produtivo Local para a Farmácia Viva. A aula, realizada na manhã desta sexta-feira, dia 30, foi o segundo encontro da segunda turma do curso e reuniu cerca de 30 funcionários no Auditório da secretaria municipal de Saúde. A primeira turma, que fez o curso entre o final do ano passado e março deste ano formou 40 profissionais da saúde.

Com o curso, os agentes passam a identificar as plantas medicinais e plantas nocivas à saúde, podendo ensinar o uso correto dos chás, além de orientar quando determinado chá pode interferir no tratamento alopático – com remédios convencionais.

Eronice Lima de Freitas, moradora do Ilha Parque, cultiva no quintal de casa diversas ervas e plantas que curam, como ela diz. Entre elas estão a melissa; o capim cidreira, que usa como calmante; a romã, para dor de garganta; o saião, a que ela atribui alívio para gripe e até bronquite; e a tanchagem, usada como antiinflamatório. “Acredito na cura pela natureza e os fitoterápicos serão bem-vindos”, disse a dona de casa, citando que o marido, Devanil, também é adepto dos chás e xaropes caseiros para ajudar no tratamento de doenças. 

De acordo com a coordenadora da Área Técnica de Práticas Integrativas da Secretaria de Saúde, Fabíola Angelita Martins, que ministrou a aula, “A Farmácia Viva prevê a manipulação das plantas desde o cultivo até a dispensação, por isso, capacitando Agentes Comunitários de Saúde, garantimos o sucesso do programa. Eles estão mais próximos do dia a dia dos pacientes”, disse.

Entre os agentes comunitários o uso de chás e remédios caseiros é uma realidade. A agente comunitária de Saúde da unidade do Água Limpa, Beatriz Moreira de Oliveira, citou diversos chás que usa no dia a dia. “Gosto de folha de algodão para inflamação, boldo para azia e má digestão, camomila e erva doce como calmante e também para o estômago, além da romã para a garganta”, enumerou.

Já as profissionais da Unidade Básica de Saúde da Família do Volta Grande, por exemplo, admitem que são fãs da infusão de melissa. “Uso o chá de melissa como calmante e contra dor de cabeça. Sinto boa melhora na enxaqueca”, afirmou a agente Ana Beatriz Pereira Martins.

FARMÁCIA VIVA – A coordenadora da Farmácia Viva, em fase de implantação em Volta Redonda, a farmacêutica Aline Oliveira da Silva Souza, explica que o trabalho no município vai começar com duas espécies: o capim limão, usado como calmante suave, para quadros leves de insônia e alívio de pequenas crises de cólicas uterinas e intestinais; e o guaco, que é depurativa, estimulante do apetite, bronco dilatador e expectorante.

“Num segundo momento, vamos investir nos fitoterápicos a base de erva cidreira, carqueja, babosa e hortelã”, afirmou Aline, lembrando que o objetivo é ter na Farmácia Viva fitoterápicos com as doze plantas da Relação Nacional de Medicamentos (Rename). “Esse será um processo gradativo”, disse.