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domingo, agosto 06, 2017

Participação feminina na gestão de propriedades rurais cresce no Sul Fluminense

As mulheres têm tido papel cada vez mais importante no crescimento do agronegócio brasileiro, segmento que representa 23% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Segundo levantamento divulgado este ano pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), a presença da mulher em funções de decisão nos empreendimentos rurais subiu de 10% para 31%, de 2013 a 2017.

Esse aumento é sentido na região Sul Fluminense, de acordo com o Sindicato Rural de Barra Mansa. Além de participar ativamente da gestão de propriedades rurais, é cada vez maior o número de mulheres que buscam especialização em agronegócio. Somente em 2017, aproximadamente 300 mulheres participaram dos processos seletivos abertos para o curso técnico em Agronegócio, oferecido pelo Senar em parceria com o Sindicato Rural.

“O homem sempre foi o ator principal na gestão das propriedades rurais. No entanto, nos últimos anos, temos visto esse cenário mudar em todo o Brasil e não tem sido diferente no Sul Fluminense. Aqui temos muitas produtoras de diferentes perfis: têm aquelas que herdaram uma propriedade e administram o negócio em conjunto com o marido ou familiares; outras que deixaram o emprego na cidade e foram para o campo em busca de uma nova oportunidade; e ainda aquelas que se dedicam com afinco a profissões ligadas à área rural, como técnicas agrícolas, zootecnistas, veterinárias, agrônomas e engenheiras”, comentou Adilson Resende, presidente do Sindicato Rural de Barra Mansa.

Aluna do terceiro semestre do curso técnico em Agronegócio, Cristiane Ozório Machado, 46 anos, decidiu se tornar produtora rural depois de 25 anos trabalhando como fonoaudióloga. Hoje, ela administra o Sítio Caviúna, em Quatis, que tem criação suína, e também uma horta de legumes e verduras orgânicos em Porto Real. Cláudia ainda ajuda na administração da usina de compostagem do marido.

"Venho de uma família de produtores de leite de Porto Real. Antigamente, a cultura era de que os homens trabalhavam na fazenda e as mulheres tomavam conta da casa, no máximo ajudavam na contabilidade. Por isso, apesar de gostar do trabalho no campo, acabei me especializando na área da saúde. Depois de 25 anos, optei por dar uma guinada profissional e voltar às minhas raízes”, revela a produtora, que decidiu estudar novamente para se capacitar na nova profissão. “O curso técnico em Agronegócio alinha teoria à prática. E, assim como eu, há várias mulheres nas turmas buscando aprender mais para aplicar os conhecimentos nos negócios do campo”, disse.

A agrônoma Pâmela Difanir, moradora de Volta Redonda, buscou o curso técnico em Agronegócio para atualizar os conhecimentos em sua área profissional. Atualmente, ela presta assistência técnica para propriedades rurais em Quatis e Amparo. “Participei de projetos voltados para o empoderamento da mulher no campo. Fico muito orgulhosa, por exemplo, de ver a participação expressiva do público feminino nas reuniões do grupo de produtores orgânicos que acontecem em Barra Mansa. A mulher, cada vez mais, ocupa lugar de destaque no agronegócio”, ressaltou Pâmela.

Para a coordenadora do Sindicato Rural de Barra Mansa, Juliana Viana, as mulheres trazem diversas melhorias à gestão das propriedades e ao agronegócio. “Apesar do setor rural ser ainda um ambiente masculino, cabe a nós mulheres nos impormos e mostrar nosso trabalho. Somos muito atentas, organizadas e focadas e isso com certeza torna melhor a gestão no campo”, concluiu Juliana.