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sexta-feira, abril 29, 2016

Contra o golpe, estudantes paralisam 100 universidades em 18 estados

Cerca de 100 universidades em 18 Estados – mais de 70 cidades – do país participaram ontem (28) do Dia Nacional de Paralisação nas Universidades, convocada pela UNE contra o golpe em curso ao governo da presidenta Dilma Rousseff.
Foi um recado claro da posição dos estudantes brasileiros diante da trama envolvendo Eduardo Cunha, Michel Temer, a mídia e instituições da elite contra o governo eleito nas últimas eleições presidenciais.
Os principais atos foram registrados em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Fortaleza e Belo Horizonte, cidades onde estudantes fecharam ruas, avenidas e promoveram debates sobre o processo que vai ser votado no Senado no mês que vem.
(Estudantes fecham Rua Vergueiro, em São Paulo – Foto: Thallita Oshiro / CUCA da UNE)
Em Curitiba, a UNE segue na luta hoje: será um dos movimentos sociais a integrar o protesto em favor dos professores da rede estadual paranaense, que lembram um ano do massacre que sofreram pela Polícia Militar do Estado no Centro Cívico, em 29 de abril do ano passado. “Vai ter mais de 70 mil pessoas aqui hoje e a UNE está marcando presença”, diz o representante da UNE na capital paranaense, Bruno Meirinho.
Na capital paulista, o ato dos estudantes de universidades como a UNIP e a UNINOVE fechou a Rua Vergueiro, na zona central da cidade, no início da noite. A via é um dos principais corredores universitários da cidade, por onde passam diariamente cerca de 100 mil estudantes. Os participantes gritaram palavras de ordem contra o golpe e estenderam faixas lembrando da ditadura militar.
Integrantes da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE) e da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) também estiveram presentes. Em alguns momentos, manifestantes contrários ao movimento dos estudantes tentaram tumultuá-lo arrancando as faixas em meio a xingamentos, mas o ato prosseguiu até o fim de forma pacífica por causa do objetivo principal dos estudantes: protestar contra o golpe.
Pela manhã, a aula pública do professor Reginaldo Nasser que acontecia no campus Memorial da UNINOVE, na Barra Funda, foi interrompida pela Polícia Militar.
Foi um absurdo o que aconteceu, estávamos pacificamente em frente a universidade assistindo uma aula, e a PM sem mais nem menos chegou pedindo o RG do professor e dos estudantes. Essa é a PM que tem resquícios da ditadura militar sob o comando do governo do PSDB”, afirmou o diretor de Comunicação da UNE, Mateus Weber, que presenciou tudo.
> Veja aqui o vídeo

RIO DE JANEIRO CONTRA A REDE GLOBO

No Rio, além das paralisações em universidades públicas e particulares, os estudantes migraram para a redação do jornal O Globo, no centro da cidade, para protestarem contra o apoio da organização ao golpe. Lideranças da UNE estiveram no encontro, que teve faixas lembrando do apoio do canal de televisão ao golpe militar de 1964 e bolas de tinta nas paredes do prédio, enquanto os estudantes gritavam: “O povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo”. Em uma faixa, se podia ler: “A Rede Globo não fala por nós”.
A UNE entende que a Globo capitaneia o golpe editando as notícias e manipulando e incitando a opinião pública. Empenhada, destaca a Operação Lava Jato – que parou ao chegar na família de Cunha – mas silenciou o quanto pode sobre a privataria tucana, em nome da parceria com o PSDB; esqueceu da operação Zelotes, em nome da pilantragem com Eduardo Cunha.
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Sede do jornal O Globo “atacada” com tinta – Foto: Guilherme Imbassahy / CUCA da UNE

Unb PARALISADA

Em Brasília, o ato – chamado de Assembleia Conjunta dos Cursos: Estudantes da UnB contra o golpe – teve a presença da presidenta da UNE, Carina Vitral, que chamou os estudantes a lutarem contra o golpe promovido por Cunha e Temer. Os estudantes passaram o dia reunidos em vários ambientes do campus realizando diversas atividades, como debates e oficinas de cartazes pela democracia. O corredor do Instituto Central de Ciências (ICC) da universidade, conhecido como Minhocão, foi trancado por algumas horas pelos manifestantes.
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Aula pública na UnB, em Brasília – Foto: Luiza Calvette
> Assista o vídeo de ato na UNB: