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quinta-feira, abril 07, 2016

Empresas de ônibus não comparecem à audiência pública na Câmara de Barra Mansa



Empresas de ônibus não comparecem à audiência pública na Câmara de Barra Mansa
A audiência aconteceu na terça-feira, 05 de abril, com expressiva participação popular.
Com o plenário repleto de munícipes, a Câmara de Vereadores de Barra Mansa realizou na terça-feira (05) audiência pública para debater os problemas sobre o novo sistema de transporte público no município. As empresas de ônibus vencedoras da licitação, apesar de devidamente convidadas, não compareceram à audiência. O presidente da Câmara, vereador José Luiz Vaneli, o Leiteiro disse que as empresas haviam confirmado que enviariam representantes à audiência.
-As empresas entraram em contato com esta casa e confirmaram que enviariam representantes, mas a ausência delas hoje demonstra a falta de respeito com os usuários. Queremos esclarecer os fatos e denúncias que recebemos sobre o novo  sistema de transporte – afirmou Leiteiro.
A audiência pública atendeu ao requerimento do vereador Luiz Furlani, que presidiu a audiência. Furlani solicitou ao vereador Ueslei Carlos de Brito que respondesse algumas questões sobre o transporte público, tendo em vista ele  ser o responsável pela secretaria de Ordem Pública, até 31 de março. Ueslei foi exonerado da secretaria para concorrer às eleições  municipais em outubro e retornou à casa legislativa. Apesar de não ser mais o secretário de Ordem Pública, o vereador Ueslei se colocou à disposição para responder às questões da audiência. O vereador, entretanto, afirmou que audiência era para ser realizada com representantes das empresas de ônibus e não com o secretário.
O vereador Luiz Furlani justificou a realização da audiência afirmando que existem inúmeras falhas no sistema de transporte do município.
-Recebemos muitas reclamações sobre o novo sistema de transporte do município em relação à supressão de linhas, mudança de ônibus para micro-ônibus em bairros com bastante demanda, aumento da passagem em menos de 3 meses. Se o valor da passagem aumenta, a empresa precisa oferecer uma contrapartida, que é o serviço de excelência. O contrato é de 20 anos e as empresas precisam se adequar à necessidade do povo – afirmou Furlani.
O vereador Ueslei afirmou que não houve supressão de horários, tampouco redução de linhas e algumas linhas retornaram após solicitação da população.
-Não houve diminuição de horários e nem supressão de linhas, o que aconteceu foi uma otimização do transporte público. Nunca nos furtamos a participar das reuniões nas associações de moradores para entender a demanda da população. Muita coisa precisa melhorar, não estamos dizendo que o transporte está excelente. Em relação ao valor da passagem, as empresas são prestadoras de serviços e precisam repassar seus custos para as tarifas – disse Ueslei.
O vereador Leiteiro parabenizou a realização da licitação de ônibus pelo Governo municipal, mas lembrou que foi uma determinação judicial. O vereador questionou, ainda, as cláusulas contratuais não cumpridas, como a circulação de ônibus com ar condicionado.
-Os ônibus que fazem a interligação no Centro atendem cerca de 25 pessoas por dia, mas tem um custo de R$25 mil por mês e este custo é embutido no preço da passagem. Além disso, somente estes ônibus de interligação possuem ar condicionado – questionou Leiteiro.
O vereador Rodrigo Drable contestou a função do Conselho de Transporte que não possui autonomia sobre o valor da passagem.
-Participei do Conselho em 2013, quando não foi aprovado o aumento da passagem e mesmo assim o prefeito, através de decreto, deliberou o aumento. Ou seja, o conselho vota e a decisão não é respeitada. Além disso, gostaria de saber do secretário se as empresas aproveitaram a mão de obra da empresa São João Batista, conforme foi determinado na licitação e o porquê de dois reajustes na passagem em menos de 3 meses – questionou Rodrigo.
Ueslei afirmou que a grande parte dos funcionários da São João Batista foram contratados pelas novas empresas e explicou sobre o reajuste da passagem.
-Os funcionários da São João Batista foram absorvidos, mas alguns não se encaixaram no perfil da empresa e não passaram pelo período de experiência. Todos tiveram oportunidade. Acerca dos reajustes da passagem, o primeiro reajuste para R$3,15 aconteceu pois era o valor mínimo que estava em contrato. O reajuste deste ano para R$3,40, é o reajuste contratual, que irá acontecer sempre em fevereiro – justificou Ueslei.
Sobre a alteração nos horários de ônibus, o vereador Cláudio Cruz, o Baianinho, propôs que as empresas, junto à Secretaria de Ordem Pública e às associações de Moradores realizem um cruzamento entre os horários antigos e novos para chegar a um denominador comum e sanar as falhas.